quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Revelações de 2010

Savage Messiah

Kamala










Revelação Nacional: Kamala
A banda de Campinas lançou no ano passado o seu segundo álbum, Fractal. A banda leva uma espécie de metalcore, com influências de Sepultura e In Flames, o que torna o som dos caras bem mais agradável de ouvir, e mesmo para mim, que não sou muito chegado nesse estilo, foi uma grata surpresa o som da banda. Vale destacar que os caras são muito bacanas. Espero que esses caras continuem evoluindo e logo mais lancem outro belo álbum. Este álbum já tem duas músicas com videoclipe (Consequences e Stand On My Manger), e logo mais (em março, segundo a banda) terá o terceiro: The Fall.









Revelação Internacional: Savage Messiah
Quando ouvi pela primeira vez o som desses caras, logo percebi que se tratava de uma das bandas mais legais que ouvi em 2010. Riffs e solos destruidores, bateria alucinante e um ótimo trabalho de vozes são a tônica do trabalho desses thrashers ingleses. Não se trata de uma banda que faz aquele revival do thrash metal dos anos 80, eles tem a influência, utilizando-a para conseguir sua própria sonoridade. Fortes influências de Megadeth, Metallica, Testament e Queensryche, o que torna o som da banda um misto entre aquele thrash agressivo e as belas melodias e refrões destas bandas. Seu último álbum, Insurrection Rising, deve ser apreciado de ponta a ponta, é tão surpreendente que possibilitou à banda fechar contrato com a Earache Records. Na espera do próximo trabalho dos caras; infelizmente a banda não tem nenhum videoclipe.














terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Kataklysm - Heaven's Venom (2010)


Por Danilo

A banda canadense formada em 1991 lançou seu mais recente trabalho de estúdio Heaven’s Venom (2010), pela Nuclear Blast Records, como ocorre há tempos. O grupo de Death Metal, que se autodenomina criador do estilo “Hyperblast Northern” tem o mesmo line up de muitos anos: Maurizio Iacono (vocal e guitarra), Jean-François Dagenais (guitarra), Stéphane Barbe (baixo) e Max Duhamel (bateria). Este álbum, diferentemente dos anteriores, não será comentado faixa por faixa, para evitar comentários repetitivos.
“A Soulless God” é o pontapé inicial da brutalidade que é esse álbum. Letras furiosas e riffs que fazem jus ao conteúdo expresso em voz gutural. Instrumentos afinados em notas baixíssimas, como se espera de uma banda do estilo. O riff que abre “A Soulless God” me animou bastante. Riffs muito bem trabalhados que, além de rápidos tem uma rítmica bem interessante. No decorrer da faixa, percebe-se uma forte presença de melodia, que variam entre dobras de guitarra e partes quase sem distorção, carregadas de um feeling melancólico. Max mantém a pancadaria durante grande parte da música.
 “Faith Made of Shrapnel” começa com a banda toda. A bateria muito mais frenética que o restante da banda, que executam uma dobra de clima bem obscuro. Ao contrário das faixas anteriores, esta possui um refrão mais lento, com maior preocupação melódica. A banda aposta na tática de manter uma guitarra executando um riff por inteiro e outra aparecendo somente para adicionar peso, assim como nas faixas anteriores.
“Push The Venom” tem andamento mais arrastado, que ganha mais movimento a cada riff que sucede. As dobras não são usadas com tanta frequência.
“Hail The Renegade” é uma faixa mais interessante: tem muita melodia, peso na medida, riffs mais sincopados e um solo feito por Stéphane Barbe. É isso mesmo: o solo é realmente do baixista. Um tema melódico muito bonito, porém curto. Outra curiosidade da faixa foi a mistura de texturas. Guitarra com som limpo executando um mesmo trecho combina-se com peso da segunda guitarra distorcida aplicando peso. Vale ressaltar que é desta faixa que surge o nome do álbum.
“As The Walls Collapse” é outra música digna de comentários. Além dos riffs tradicionalmente pesados e melódicos e da bateria mais que agitada, essa é única faixa que possui um solo de guitarra, que por sinal é muito bom. Ótimo trabalho de Jean-François.
“Suicide River” tem muito feeling, apesar da sonoridade mais brutal. O refrão é o ápice da faixa. Dobras melódicas com incansáveis notas lançadas geram um clima de certa forma angustiante.
Heaven’s Venom é um álbum que apresenta bons riffs, melodias interessantes, mas parece um tanto fraco na parte de letras. A parte escrita deixa a desejar àqueles ouvintes que buscam nas faixas críticas políticas e sociais, ou algum tema interessante e polêmico. No entanto, se o foco do headbanger em questão for algo mais intimista, que trate de conflitos internos e questões emocionais tratadas com a frieza que se espera do Death Metal, pode ser que a parte escrita agrade mais. As faixas poderiam ser comentadas com mais extensão, mas para isso seria necessário um maior aprofundamento técnico, o que vai contra a proposta de instigar o leitor a ouvir o material da banda e de alcançar tanto os ouvintes do Metal em geral como os músicos e apreciadores do estilo. Essa é a meta do “A Lesson In Metal”

Tracklist:

01. A Souless God
02. Determined (Vows of Vengeance)
03. Faith Made of Shrapnel
04. Push The Venom
05. Hail The Renegade
06. As The Wall Collapses
07. Numb And Intoxicated
08. At The Edge Of The World
09. Suicide River
10. Blind Saviour
11.Das Feuer Lebt

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tankard - Vol(l)ume 14 (2010)


Lançando seu décimo quarto álbum, os alemães do Tankard demonstram mais uma vez sua importância no cenário do Thrash Metal, mesmo que não sejam devidamente creditados. Com sua formação estável, contando com o mais magro Andreas "Gerre" Geremia (vocal), Andy Gutjahr (guitarra), Frank Thorwarth (baixo), Olaf Zissel (bateria); a banda lança mais um petardo de qualidade para seus fãs, contando com mais melodias sem deixar de lado a pegada “olds school” de sempre.
O disco abre com a longa (para os padrões da banda) Time Warp. Começo com dedilhados no violão já nos faz pensar se é o CD certo, mas não demora muito para termos a certeza, os caras ainda tem o jeito para fazer aquele thrash crossover de sempre, mesmo contando com mais melodias. Essa faixa é um belo exemplo disto, com solos melódicos e tudo mais. Destacar alguém nessa música fica difícil, pois todos estão brilhantes! A voz de Gerre continua em forma, lembrado um pouco Tom Angelripper (Sodom) e Andy se mostra como um dos melhores guitarristas do Thrash Alemão. Tome riffs!
Rules for Fools é sem dúvida uma das melhores músicas do álbum, com um clipe, no mínimo inusitado e muito engraçado. Aumente no máximo para bangear muito com essa música e cantar o refrão extremamente cativante. A letra, sempre carregando aquele humor característico deles, é outro ponto alto da música. Sem dúvidas um novo clássico da banda.
Fat Snatchers (The Hippo Effect) começa com ritmo carregado e arrastado, desembocando em mais uma porrada da banda. Outra música com letra bem engraçada (que já é possível ver pelo título) e performances ótimas de todos. Nesta música é possível perceber elementos do metal tradicional.
Black Plague (BP) começa de repente, pegando-nos de surpresa, ainda bem que é uma boa surpresa, pois se trata de outro petardo bem feito pela banda. A música, embora não seja rápida, possui o velho sentimento que a banda sempre deixou presente em suas músicas. É impressionante como Andy é ótimo em seus riffs e solos extraordinários. Aumente o volume nesta também e cante em plenos pulmões mais um ótimo refrão.
Somewhere in Nowhere é mais uma música nervosa dos caras, ótimos riffs num ritmo perfeito para quebrar seu pescoço ao meio. O baixo se faz bem presente, dobrando o riff principal com a guitarra, dando um charme extra a música, bem como mais um excelente solo proferido pelas mãos de Andy.
The Agency é, em minha opinião, a mais fraca do álbum, talvez por ter um tom muito punk para meu gosto, mas enfim, creio que quem não tem problemas com esse lado mais punk da banda não verá problemas na música, talvez apenas no tempo de música; certamente não precisava de todo este tempo para desenvolver a música. Ao menos o refrão é bem legal.
Brain Piercing öf Death tem um ritmo alucinante, aliado a outro ótimo riff de Andy. Já é possível visualizar diversos moshes e circle pits quando tocarem esta música nos shows. Só não gostei muito do refrão que chega a ser um tanto bobo e infantil, se bem isso pode ser exatamente o que a banda queria passar. Os bumbos nesta música parecem entrar no seu estômago!
Beck's in the City me cativou logo de primeira, após a “Rules For Fools” esta é a minha preferida deste álbum. Ótimo refrão e o andamento da música são perfeitos para quebrar o pescoço mais uma vez. Em algumas partes da música lembramos o Sodom mais uma vez. Esta é certamente uma das mais diretas do álbum e com os riffs mais bem elaborados. Solo matador!
Comdemnation inicia com um som de baixo bem gordo e logo a pancadaria retoma. Outra música com bumbos enfurecidos que martelam os ouvidos e ótimos riffs e refrão, embora não seja uma música que salte os olhos, ela se destaca por passar com honestidade o som característico da banda.
Weekend Warriors com seus mais de sete minutos de música fecha este grande presente para os fãs (e futuros fãs) da banda. Nada de novo aqui, a não ser a grande performance de todos os músicos, mas isto também não é novidade, certo? Divirta-se com a parte melódica da música, em que é possível visualizar Gerre (já bêbado, claro) cantando a música. O humor da banda é, sem dúvidas, contagiante.
Fica difícil tirar mais alguma conclusão deste trabalho dos caras, ta ai uma banda que dificilmente desapontará os fãs, ainda mais agora que estão em plena forma (Gerre que o diga) para conquistar novas coisas. Fica ai a dica de uma grande banda que passou pelo teste do tempo, embora não seja tão reconhecida como Kreator, Sodom ou Destruction.

Track List:
1. Time Warp
2. Rules For Fools
3. Fat Snatchers (The Hippo Effect)
4. Black Plague (BP)
5. Somewhere In Nowhere
6. The Agency
7. Brain Piercing Öf Death
8. Beck`s In The City
9. Condemnation
10. Weekend Warriors

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Suicidal Angels - Dead Again (2010)



Após o aclamado Sanctify The Darkness (2009), o Suicidal Angels lança seu mais novo álbum, intitulado Dead Again. Este segue a linha de seu antecessor, contando com partes mais trabalhadas e algumas mudanças de andamento. É, sem dúvidas, um dos melhores trabalhos desses gregos. Com seu line-up contando com Nick (guitarra, vocal), Panos (guitarra), Angel (baixo) e Orfeas (batera), a banda recebe diversos elogios, sabendo aliar o melhor do bay area com o melhor do thrash alemão. Nas palavras de Mille Petrozza (Kreator), “They Kill”.
Damnation é a intro, conta com guitarras limpas que preparam os ouvidos dos ouvintes para o massacre sonoro que ocorrerá. Reborn In Violence começa em ritmo mais cadenciado, evidenciando o riff de guitarra, até que aos trinta segundo de música a porradaria come solta no melhor estilo destes gregos. As palhetadas nervosas são o grande destaque aqui. A música nos lembra os velhos tempos do Kreator, influencia básica para as bandas do estilo. Na metade da música, a intro do álbum é retomada, deixando a música bem diferente e trabalhada.
Bleeding Holocaust tem um dos riffs mais nervosos deste play, muita habilidade destes músicos. No mais, a voz de Nick fica no misto entre Tom Angelripper (Sodom) e vocais mais guturais; a música em si pode ser um pouco cansativa, mesmo com seus quase 3 minutos, e não difere muito do que já foi feito pela banda.
The Trial é outra das bem trabalhadas do álbum, ótimo riff de cordas soltas para bangear sem dó, haja pescoço! Não estranhe se demorar para que Nick comece a cantar, sem dúvida eles priorizaram os riffs e diversas cadencias que esta música possui em detrimento do conteúdo da música.
Suicide Solution é outra porrada bem dada, riffs cortantes e bateria enlouquecida fazem a festa de qualquer banger. A nota aqui vai para o baixo, ou melhor, a ausência dele; fica realmente difícil notar que há o baixo em muitas passagens de, na verdade, todas as músicas. Nesta música também fica evidente outra influência dos caras, o Tankard, não só pela pegada meio punk, como também na duração da música.
Beggar Of Scorn possui o riff mais diferente do álbum, carrega certa influência do death metal, sem deixar as características da banda. Após este riff, um momento mais cadenciado chega para acalmar os ânimos, carregando um clima sombrio graças à base de Nick e o solo sem frescuras de Panos. Após este trecho prepare-se para bangear neste ritmo contagiante que mostra o lado bay area da banda. Muito bom som, provavelmente a melhor do álbum. Ótimo solo ao final da música, cheio de melodia e tappings, seguido por um riff que parece já ter sido usado em algum de seus álbuns. Alias, este é o ponto que pega nesta banda, o uso de riffs muito parecidos pode ser um fator cansativo.
Victimized segue com o belo trampo nas guitarras e na bateria, mas não foge muito do que a banda já costuma fazer, tornando esta música apenas mais uma neste álbum. Até o refrão segue na mesma linha de outras músicas deles. O ritmo que começa praticamente na metade da música além de ser cativante e diferente, promove um bang insano, neste momento você já estará sem pescoço.
Violent Abuse é extremamente rápida, seguindo (mais uma vez) a linha adotada pela banda. Devo dizer que se não fosse pelo ritmo cadenciado que vem na metade da música, eu já teria pulado. Esse lance de as músicas parecerem muito iguais pode deixar o ouvinte cansado; elas podem funcionar muito bem ao vivo, mas no CD é realmente um martírio em determinadas situações, principalmente se você planeja ouvir o CD inteiro de uma vez. Claro que fãs da banda irão me mandar para o inferno...
The Lies Of Resurrection começa num tom mais carregado, com belo trabalho do Orfeas. Eis aqui um riff que realmente é cativante, talvez por ser relativamente simples. Infelizmente a alegria dura pouco e a porrada chega para atingir seus músculos, seguindo na mesma fórmula adotada pela banda.
Search For Recreation tem um riff meio que na linha do Overkill, riff este que evapora em segundo, dando lugar aos riffs do estilo da banda. Outra faixa que não tem nada de mais, a não ser o seu ritmo enlouquecido para bater cabeça.
Dead Again inicia com um ótimo riff calcado na corda solta e apresenta até um dobra de bom gosto, e mais uma vez dá lugar a porrada usual da banda. Outra música igual a diversas outras desses gregos. Se ainda tiver pescoço, acabe com ele nesta faixa.
Final Dawn é realmente a última do álbum. Se seu pescoço ainda estiver bom, pode se considerar um campeão, visto que no álbum todo, isto é priorizado. Nesta faixa é a única que o baixo aparece, dando ainda mais peso. No mais a música tem o mesmo estilo presente no álbum, destaque a voz de Nick que apresenta partes que lembram Max Cavalera nos tempos do Sepultura.
 Este álbum reflete o bom momento em que a banda está passando, tocando em festivais e abrindo grandes shows, além de ser muito bem falada pela imprensa. Para a banda dar o próximo passo, é necessário que fujam da fórmula pré estabelecida, buscando novos caminhos, pois a impressão que se fica ao ouvir este álbum é que de tão explorado, o som deles já fica “mais do mesmo”, em outras palavras, muito cansativo. Destaque para a capa do álbum, feita por Ed Repka (Megadeth, Death...), dando um aspecto ainda mais old school ao álbum.

Tracklist:
01. Damnation
02. Reborn In Violence
03. Bleeding Holocaust
04. The Trial
05. Suicide Solution
06. Beggar Of Scorn
07. Victimized
08. Violent Abuse
09. The Lies Of Resurrection
10.
Search For Recreation
11. Dead Again
12. Final Dawn




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Nova música do Deicide


Olá a todos. Novo ano e estamos aqui para continuar nosso trabalho. Gostaria de agradecer a todos pelos acessos e tudo mais. Aguardem novidades!
Bom, a banda de death metal americana, Deicide, disponibilizou sua nova música para os fãs. Confiram no link:
Nova Música
Embora a banda não faça muito minha cabeça, trata-se de uma música brutal e muito bem elaborada e técnica, que será apreciada por fãs e apreciadores do metal extremo em geral. O novo álbum tem data de estréia para 15 de fevereiro nos EUA, pela Century Media. O nome da obra é "To Hell With God".

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Forbidden - Omega Wave (2010)



Após um hiato de treze anos, o Forbidden lança mais um álbum. Contando com Russ Anderson (vocal), Craig Locicero (guitarra), Matt Camacho (baixo) e os “novatos” Mark Hernandez (bateria) e Steve Smyth (guitarra, ex- Testament e Nevermore), o Forbidden despeja um álbum moderno com um pé nos anos 80, contando com boas atuações de cada um dos músicos.
O álbum abre com a instrumental Alpha Century. Muito bem estruturada e com um senso melódico a flor da pele, entretanto essa faixa acaba sendo um pouco longa para um instrumental desse tipo, o que já caracteriza uma das coisas presentes neste álbum: músicas longas sem necessidade.
Forsaken at the Gates abre com um solo extremamente virtuoso e vai para uma porrada total, é provavelmente a mais rápida do álbum e com certeza uma das melhores. Riffs cavalgados na medida, embora nada que salte os olhos, e ótimos solos são a máxima desta música, junto é claro com a maestria de Mark nas baquetas. A voz de Russ, embora muito versátil, não tem personalidade e por horas lembra Chuck Billy (Testament).
Overthrow já demonstra aspectos modernos, o riff inicial lembra bem bandas como Shadows Fall, bem como a mistura de vocais mais agressivos com partes limpas e guturais. Além disso, vale destacar mais uma vez os grandes solos e dobras. Nesta música fica clara a versatilidade de Russ, no entanto não é aquele tipo de voz que te deixa boquiaberto.
Adapt or Die é uma das mais legais do álbum, ótimo inicio, bem pesado e técnico. Sem dúvida o melhor riff do álbum, não chega a saltar os olhos, mas é o ponto máximo da música. Letra bem sacada, solos energéticos e cheios de técnica. Ótima música para circle pits e headbangs.
Swine em minha opinião tem apenas um erro: ser desnecessariamente longa. Muito tempo desperdiçado em passagens que poderiam ser menores, alias esse é um ponto que muitas bandas pecam atualmente, não há um resumo da idéia, o que torna as músicas um tanto enfadonhas. Tudo tem que estar na medida certa, não adianta “encher lingüiça” onde não é preciso, no entanto tem músicas que esperamos que não nunca acabem, o que infelizmente, não é o caso desta. Afora isto, a música em si leva um ritmo mais cadenciado, o que dá uma brecada no álbum, porém aos 3:34 min, a música toma um rumo mais acelerado, dando uma acordada.
Chatter é desnecessária; um monte de vozes que provavelmente estão noticiando alguma coisa, acompanhado por arpejos limpos de guitarra e um feedback de guitarra distorcida ao fundo. Embora ela complemente a música seguinte, achei uma besteira utilizar mais de dois minutos apenas para essa “introdução”. Se fosse você, pularia de faixa.
Dragging My Casket é a mais longa do álbum, e como dito anteriormente, sem necessidade alguma. Seu inicio é bem rápido e o destaque vai mais uma vez a dupla de guitarristas por seus solos virtuoses e ao baterista que se mostra como uma máquina mortífera de ritmos. O demasiado “ohoh ohohohohoh” é um tanto enfadonho, bem como o encaminhamento mais lento que a música segue para Russ cantar. Ao menos nesta faixa os riffs são dignos de alguma nota.
Hopenosis começa com uma ótima batida quase que tribal em conjunto com um riff pulsante de guitarra, desdobrando – se em uma ótima passagem com dobras de guitarra e bateria acelerada. Música bem diversificada, com boas passagens e riffs. Uma das mais legais do álbum.
Immortal Wounds inicia com um tom mais sombrio e cadenciado culminando em um ritmo certeiro para headbangs. Riffs cavalgados e bateria acelerada são o destaque aqui; temos também Russ cantando com uma voz lembrando o Ozzy em sua carreira solo, mostrando mais uma vez a versatilidade do cara. No mais, a música tem diversos atrativos, porém nenhum deles me atraiu.
Behind the Mask tem uma letra bem interessante e uma pegada bem moderna, tanto nos riffs como na leva de bateria, lembrando vagarosamente bandas como Shadows Fall. Neste ponto da resenha já é chover no molhado destacar tanto a dupla de guitarristas como Mark, no entanto, nunca é demais. A música possui diversas partes, o que pode confundir um pouco o ouvinte; é mais um exemplo de que este álbum precisa ser “degustado” aos poucos.
Inhuman Race cai naquele mesmo ponto: desnecessariamente longa, o que torna enfadonha sua audição. Sua introdução é bem trabalhada e converge diferentes momentos. A base que segue a voz tem ritmo cadenciado, ajudando no processo de deixar a música enfadonha. Certamente não está entre as melhores do CD, embora tenha uma letra bem sacada e com tema bem interessante.
Omega Wave finaliza esse trabalho tão esperado pelos fãs. Como de praxe, outra música de introdução bem trabalhada e cadenciada que culmina numa “porrada” sonora. Com certeza essa faixa fará muitos bangers felizes, já é possível visualizar moshes e circles pits com essa faixa.
Embora não tenha sido um dos álbuns mais legais deste ano, certamente tem sua importância por colocar o Forbidden no mapa de novo após treze anos. Devo dizer que esperava algo mais conciso e visceral, não tão longo e complexo, no entanto há boas passagens em todas as músicas. Um álbum para se curtir aos poucos, se não pode virar um inferno de se ouvir.

Tracklist:
1. Alpha Century
2. Forsaken At The Gates
3. Overthrow
4. Adapt Or Die
5. Swine
6. Chatter
7. Dragging My Casket
8. Hopenosis
9. Immortal Wounds
10. Behind The Mask
11. Inhuman Race
12. Omega Wave



Gostaria de desejar a todos um feliz ano novo e agradecer pelo apoio e as visualizações deste blog.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sodom - In War And Pieces(2010)



Os alemães lançaram neste final de ano seu mais novo álbum “In War And Pieces”, o décimo terceiro da carreira do grupo e o último com o baterista Konrad "Bobby" Schottkowski, que estava na banda desde 1997. Atualmente o Sodom conta com o veterano Tom Angelripper(baixo, vocal), Bernemann(guitarra) e o novo Markus Freiwald nas baquetas. Com este álbum o som do Sodom se mostra muito mais trabalhado e técnico, com sonoridade totalmente inclinada no Thrash Metal, deixando aquele Death Metal de outrora (que já era na verdade visto nos últimos lançamentos da banda).
In War and Pieces inicia com a faixa título. Introdução de violão, não comum ao estilo ríspido da banda, levando o ouvinte a se indagar se é o álbum certo. Após esse momento, a música entra com tudo, ótimos riffs e Tom cantando num timbre semelhante ao de Marcelo Pompeu (Korzus), bem agressivo. Ótimo refrão também, para cantar junto. Enfim, o estilo que o Sodom vem adotando é explicito nesta faixa, uma das melhores do álbum.
Hellfire é na minha opinião a grande faixa do álbum, bem old school, com riffs que lembram clássicos como Baptism Of Fire. Prepare-se para bangear e cantar a plenos pulmões “Helfire!”. Ótimo solo de Bernemann, simples, porém com poder suficiente para suprir a função.
Through Toxic Veins tem um bonito inicio que logo desaba num verdadeiro massacre sonoro dos alemães. Tá certo que a música não é tão rápida, mas com certeza dá um grande contraste com seu inicio. Tom nessa altura já usa de sua voz mais tradicional e é possível notar que a gritaria já prejudica um tanto sua voz, nada que comprometa no álbum, além do mais é algo que todos os vocalistas de metal tem que lidar. Outra grande faixa do álbum, excelente refrão, simples e eficaz como sempre!
Nothing Counts More Than Blood é um tanto parecido com a última faixa, pelo menos seu riff inicial e estrutura geral, visto que esta é mais acelerada. No mais, a música possue boas partes e com certeza irá abrir diversas rodas nos shows. Ela não apresenta nada de diferente para os padrões da banda, a não ser um pouco mais de melodia em algumas partes, ainda sim é uma ótima música.
Storm Raging Up possue ótimo inicio, bem trabalhado e com ótimos riffs para fazer os cabelos voarem. É interessante como nessa faixa a voz de Tom desprende muita raiva e faz você gritar a música junto com ele. Lá para a metade vem um solo excelente de Bernemann, cheio de melodia e velocidade e o riff que o segue é com certeza um dos mais legais do álbum. Excelente trabalho de guitarra.
Feigned Death Throes já começa na pura pancadaria mas quase que do nada, toma um rumo mais lento e arrastado, a voz de Tom não parece estar de acordo com o propósito da música, que em minha opinião é um dos pontos fracos do álbum, embora sirva para dar uma aliviada depois de tanto headbang e saltos com as outras músicas. Destaque vem para o riff quase no final da música que tem um certo groove a lá Pantera.
Soul Contraband tem um jeito mais despojado e lembra bem a banda nos tempos antigos; Tom lança de guturais e gritos sombrios, além de riffs cavalgados e momentos de bateria bem acelerada parecendo blast beats. Muito boa música com letra bem sacada, mantendo em alto nível o álbum.
God Bless You inicia com lindos arpejos de violão, estranho dizer isso num álbum do Sodom não?Enfim, o inicio da música é muito bem trabalhado, melodioso e com violão juntamente com guitarras distorcidas, lembrando por exemplo o Metallica antigo, só que paramos por ai. Após todo aquele inicio melodioso o que é possivel conferir é uma música muito bem montada com Tom cantando muito bem, acompanhado de um ótimo arranjo de riffs da guitarra. Só achei o refrão meio esquisito. Vale a pena conferir, apreciar o ótimo solo da música e tirar suas conclusões.
The Art of Killing Poetry é na minha opinião o segundo ponto fraco do disco, letra um tanto estranha com um refrão mais ainda. A música começa com um tom acelerado mas depois da uma caida no andamento que certamente não é o que se espera num trabalho do Sodom, tá certo que partes com violões também não, mas essa música simplesmente não me agradou.
Knarrenheinz é bem inusitada, bem rápida e super old school, bem no clima Sodom mesmo. O Grande detalhe aqui é que a música é inteiramente em alemão e certamente é um chamativo para muitos. No mais, a música é ótima e está muito bem posicionada no álbum, serve para altos headbangs, só não acho que a banda pode esperar que os fãs (os que não são alemães é claro) cantem essa música, pelo menos o refrão dá pra cantar!
Styptic Parasite é a ultima e mais longa do álbum. Com andamento moderado e bons riffs, além de uma letra bem legal de cantar, essa música encerra muito bem o álbum, não é nenhum destaque, mas não é de se jogar fora. Mais uma vez Tom utiliza bem sua voz e as melodias de Bernemann vem bem a calhar na música, bem como seu ótimo solo.
In War And Pieces é um CD para mostrar que esses alemães tem muita lenha para queimar e mesmo com uma certa mudança de som, eles tentam ir na nova tendência como muitas bandas, sem perder sua autenticidade e brutalidade. Certamente mais um grande lançamento do Thrash Metal neste ano e merece estar na coleção de apreciadores do estilo e da banda.

Tracklist:
01. In War And Pieces
02. Hellfire
03. Through Toxic Veins
04. Nothing Counts More Than Blood
05. Storm Raging Up
06. Feigned Death Throes
07. Soul Contraband
08. God Bless You
09.
The Art Of Killing Poetry




Vale lembrar que este álbum tem uma versão limitada que contém um CD bônus com o show do Wacken 2007 com o seguinte tracklist, que é mais uma razão para correr e comprar este álbum.
  1. Blood On Your Lips
  2. City Of God
  3. Proselytism Real
  4. Christ Passion
  5. One Step Over The Line
  6. Abuse
  7. Sodomy And Lust
  8. Ausgebombt
  9. The Saw Is The Law
  10. Outbreak Of Evil