domingo, 31 de outubro de 2010

Accept - Blood Of The Nations(2010)

Por Danilo

O Accept lançou este ano seu primeiro trabalho de estúdio desde 1996, “Blood of the Nations”, pela Nuclear Blast. O mais novo álbum da banda alemã de Speed Metal com uma pegada bem Hard Rock contém 13 faixas, todas com aproximadamente cinco minutos de duração. Os integrantes da banda, que já foram muitos, atualmente são: Mark Tornillo (Vocais), Wolf Hoffmann (Guitarra), Herman Frank (Guitarra), Peter Baltes (Baixo) e Stefan Schwarzmann (Bateria).
                A primeira faixa, “Beat The Bastards”, tem um dos riffs mais bem produzidos do álbum, que é justamente o primeiro. É uma música bem enérgica, com passagens melódicas notáveis. Mark também mostra uma voz bem saturada e com agudos de ótimo alcance. A segunda música é “Teutonic Terror”, que segue uma linha mais melódica, com direito a um coro de fundo no refrão, mas sem deixar o peso de lado, com o baixo muito presente.
A próxima da lista é “The Abyss”, que conta com um grito de abertura. Nesta faixa, os alemães exploram a combinação de peso do baixo e partes de som limpo da guitarra, que servem de pano de fundo para os vocais de Mark. Os vocais recebem doses mais altas de efeitos moduladores, para garantir um clima mais obscuro.  Pencas de solos e pequenos interlúdios acrescentam feeling a composição.
Em seguida, a faixa-título. Como se pudera faltar, um refrão reforçado por um coro. Mark atinge seu limite nos agudos. As guitarras apresentam um riff mais alto astral no início, que dá vazão a um clima mais melancólico.“Shades of Death” sucede sequência, abrindo com acordes feitos em violão de cordas de aço que enchem a música de tensão. Bases com peso em ritmo nada acelerado. Os solos em abundância.
Para acabar um pouco com o clima mais lento e melódico, eis que surge “Locked and Loaded”. Com um ritmo mais acelerado, a música se mostra em pé de igualdade a “Beat the Bastards” no quesito energia. A bateria tem um destaque maior nessa faixa do que nas anteriores. A música possui um trecho muito interessante, que une tensão e peso.
Logo após, segue a faixa “Kill the Pain”. Incontestavelmente a com maior feeling do álbum. Pode-se dizer com segurança que se trata da “baladinha” do CD, o que pode agradar e desagradar a muitos. A guitarra tem mais destaque, já que a maior parte do tempo a música é puramente instrumental. Uma melancolia só que permite Hoffmann demonstrar muita técnica.Depois do fade out de “Kill the Pain”, “Rolling Thunder” começa com tudo, mantendo o ritmo das últimas duas músicas aceleradas do álbum. Hoffmann mostra muita originalidade nos solos, de alto nível técnico por sinal
Um clima mais old school é instaurado quando começa a faixa “Pandemic”. A temática da letra é a mais original do álbum, fugindo um pouco do mítico. O baixo é notado com um pouco mais de facilidade.
“New World Comin’” mantém um ritmo menos rápido, com mais melodia que peso. Pode-se dizer que o baixo decepciona com a introdução um tanto sintética. O riff principal pode vir a ser entediante se ouvido com freqüência. Apesar de tudo, os solos são bem interessantes.
“No Shelter” é uma das faixas que mais me agradou, tanto pela letra com alto teor crítico quanto pela parte musical. Riffs simples e pesados que contrastam com trechos de guitarra limpa e momentos em que o vocal é acompanhado apenas pelo baixo, bateria e guitarra como “som ambiente” compõe a música. Assim como “Beat The Bastards” e “Rolling Thunder”, “No Shelter” não é uma música enjoativa (pelo menos as inúmeras vezes que ouvi o álbum não foram suficientes para fazer eu me cansar delas).
“Bucket Full of Hate” é bem inusitada. Uma introdução provavelmente tirada de uma caixinha de música, artigo que se encontra nas profundezas do armário de uma vovó. A música tem um clima bem legal, com melodia demais. A música se encerra com o fade out do solo de Hoffmann.
“Time Machine” é faixa com maior presença do baixo, que inicia a música com um tema melancólico. A banda toda toca não muito depois e a guitarra executa o tema do baixo. O clima “down” se mantém por toda a música.
O destaque maior de “Blood of The Nations” é sem dúvida Hoffmann, que realmente mostrou uma grande evolução durante esse período da banda na geladeira, além do magnífico timbre de guitarra. Tornillo não fez feio e, com toda sinceridade, não deixou nada a desejar, a não ser quanto à presença de palco, um ponto forte do antigo vocalista, Udo Dirkschneider. O que realmente me desapontou, de forma geral, foram baixo e bateria. Baltes quase não saiu da sombra dos guitarristas e sua presença foi marcada apenas nos momentos em que a guitarra fica como fundo. Stefan não teve grande destaque e não esbanjou muita técnica a meu ver. A produção do álbum ficou ótima e exemplar, mas atenção: este é um daqueles álbuns que devem ser apreciados moderadamente. Caso contrário, ouvir “Blood of The Nations” se transforma numa tarefa árdua e capaz de ser desempenhada apenas pelos fãs da banda. Afinal, 13 faixas de aproximadamente 6 minutos cada não são pra qualquer um!
Abaixo, seguem o vídeo do clipe de “Teutonic Terror”, a Track List do álbum e as faixas que mais me cativaram.

Track List:
1. Beat the Bastards
2. Teutonic Terror
3. The Abyss
4. Blood of the Nations
5. Shades of Death
6. Locked and Loaded
7. Time Machine
8. Kill the Pain
9. Rollin Thunder
10.Pandemic
11.New World Comin
12.No Shelter
13.Bucket Full of Hate


sábado, 30 de outubro de 2010

Angra com novo clipe

Se é que isso é metal...
Destaque para a produção do vídeo em si, realmente muito bem feito!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Novo videoclipe do Nile

A banda estadunidense de death metal, Nile, lançou o clipe da música Permitting The Noble Dead To Descend To The Underworld, presente no último álbum,Those Whom The Gods Detest.
Para aqueles que curtem um death técnico e brutal e não conhecem a banda, eis uma ótima música para conhece-los.Não sou lá muito chegado a banda mas devo dizer que essa música é realmente arrasadora!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Death Angel em São Paulo

Infelizmente não pude comparecer ao show dos caras, mas navegando por alguns sites especializados e conversando com pessoas que foram no show, é unânime: O show foi arrasador!
Aproveitando para testar uma nova maneira de colocar vídeos aqui, possibilitando melhor qualidade de imagem para vocês, eis alguns bons vídeos do show:




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sepultura Studio Report

O Sepultura começou a sua saga de Studio Reports mostrando uma das novas composições para o novo álbum.No último show aqui em São Paulo, o Sepultura chegou inclusive a tocar uma música nova(que eu perdi).Se você perdeu também da pra ter uma ideia ai com o vídeo:
SEPULTURA Studio Report
Muito legal a música por sinal,quem sabe não é o CD que todos esperam?



Morbid Angel: filmagem das sessões de gravação da bateria

Para quem não sabe, o Morbid Angel está gravando seu nono CD que será lançado em 2011 e é com certeza muito aguardado pelos fãs.Este álbum está sendo gravado sem o Pete Sandoval, que passou por uma cirurgia nas costas(hérnia de disco) e que por sinal está se recuperando muito bem.Como substituto temporário está Tim Yeung(Divine Heresy,All That Remains,Nile,Hate Eternal e Vital Remains)e só posso dizer que pelo que foi disponibilizado,o cara é um MONSTRO!Vejam ai o vídeo dele gravando a bateria de uma das músicas do novo álbum:
For those who didn't know, Morbid Angel is recording a new album which is going to be released in 2011.This album is being recorded without Pete Sandoval,who had a surgery on his back(hernia).As a temporary substitute they have with them Tim Yeung(Divine Heresy,All That Remains,Nile,Hate Eternal and Vital Remains).I just can say this about this guy: MONSTER!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Grave Digger - The Clans Will Rise Again (2010)

Nada como descobrir uma "nova" banda!Apesar de ouvir falar muito sobre o Grave Digger, nunca me interessei de fato no som da banda, porém com esse novo CD, resolvi dar uma chance aos alemães e só posso dizer que não me arrependi!Por não conhecer um muito a obra da banda, resolvi além de ler um pouco sobre eles, procurar seus grandes clássico das décadas passadas e tive a grata surpresa de saber que The Clans Will Rise Again é a parte dois do aclamado Tunes Of War(1996).O resultado não poderia ser outro: grande álbum repleto de ótimas músicas.
Como de praxe nas banda do estilo, The Clans Will Rise Again começa com uma pequena introdução épica que prepara o terreno para a devastação sonora que esta para começar.Paid In Blood já começa em grande estilo!Com um riff bombástico(embora parecido com More Than Meets The Eye do Testament)a música é um prato cheio para os apreciadores de músicas velozes com um pedal duplo matador do excelente Stefan Arnold.Grande refrão que alias é a tônica desse álbum, porém chega ao ápice já nessa música que é uma das minhas preferidas do álbum.
Sem perder o folego vem Hammer Of The Scots com um começo mais intimista desencadeando numa música poderosa com ótimo refrão.Highland Farewell é sem dúvida a grande música do play.Seu vídeo matador aliado a um desempenho ímpar dos membros, em especial ao vocalista Chris Boltendahl que possui uma voz muito peculiar. Refrão pra lá de cativante e a gaita de fole dobrando com a guitarra no inicio da música são marcas que tornam essa música extremamente completa e uma das mais legais que já ouvi da banda!É impressionante a destreza do baterista, pedal duplo não pára!
The Clans Will Rise Again inicia com uma parte melódica que apesar de interessante fica um tanto estranha com a voz de Chris que ,ao meu ver, não possui a voz para isso, após essa passagem a música se desenrola de maneira interessante e mais uma vez com um ótimo refrão.Rebels possuim um riff similar a alguma música que já escutei uma vez na vida.porém nem isso deixa essa música menos empolgante.Um dos destaques do álbum.
Valley Of Tears é mais uma das boas músicas do álbum,não tão veloz mas ainda com aquela característica marcante da banda.Destaque para o solo do "novato" Axell Ritt; muito bem construído, apesar de não ser muito técnico.Execution, Whom The Gods Love e Spider seguem na linha do álbum, entretanto sem apresentar algo marcante, são músicas que passam quase que "batidas" no play.
A instrumental The Piper McLeod  abre caminho para a matadora Coming Home,sendo essa um dos grandes destaques do álbum com grande desempenho de Chris,ótimo refrão e tom épico matador que faz parecer que você está voltando da guerra.When Rain Turns To Blood encerra o álbum de uma forma um tanto decepcionante,visto que a repetição de algumas palavras já utilizadas em outras músicas do disco ao meu ver mostra um vocabulário simples, sendo isso um ponto negativo do álbum.Como se não bastasse, a música é um tipo "balada após a guerra" que como já comentado, não caiu bem na voz de Chris.
Sem dúvida é um álbum honesto feito por um dos grandes pilares do Power Metal alemão, entre a minha lista de álbuns analisados, este ganha o troféu de ouro como o melhor do mês e um dos grandes do ano no gênero.
Days Of Revenge+Paid In Blood 
Coming Home

Track List:

  1. Days of Revenge 
  2. Paid in Blood
  3. Hammer of the Scots
  4. Highland Farewell
  5. The Clans Will Rise Again
  6. Rebels
  7. Valley of Tears
  8. Execution
  9. Whom the Gods Love Die Young
  10. Spider
  11. The Piper McLeod
  12. Coming Home
  13. When Rain Turns to Blood